Road To MIUT: Estágio em Porto Santo (Dia 1 e 2)


Finalmente! Chegou o dia 24… O voo era muito cedo, a noite foi muito mal dormida… Na cabeça já só estava o voo para a Madeira e como passaria os dias até ao momento da partida! Um remoinho de “visões” com passagens da prova iam-me assolando a cabeça e por muitas voltas que desse, não havia meio de adormecer. Finalmente chegou o sono, consegui descansar por uns breves momentos e às 3h15’ estava a pé, a preparar o momento da saída para Lisboa. Pequeno almoço tomado, mochilas às costas, um beijinho à mãe e fui buscar o resto da comitiva que saía de Torres Novas. Apanhei o João Pedro e a CaracolTV, o Juca e a Ana e seguimos… Antes de chegar ainda apanhámos o Pedro, a Andreia e os filhos em Aveiras e já na capital juntámos a comitiva completa com a chegada do Pedro Crispim e da Tânia.

Chegados ao aeroporto, hora de deixar a bagagem de porão, os bastões do Pedro tinham que seguir por lá, junto com o restante material que já não cabia nas malas e fomos fazer os procedimentos normais de aeroporto. É aqui que vou fazer a primeira pausa no “diário de bordo”. Optei por não trazer bastões para a prova… Não tive tempo para me adaptar a eles e não quis fazer a compra à pressão. Bem sei que quase todos são unânimes quanto à sua utilidade, mas vai ter que ficar para outro ano… Em 2018, é só à base das minhas perninhas.
Na chegada à zona de check in, hora de reforçar o pequeno almoço e seguir para o avião…


O avião parecia um autêntico centro de desporto, tal era a quantidade de pessoal que seguia para competições desportivas... Desde pessoal do Trail até ao Crossfit, vários eram os desportos representados e toda a gente estava ansiosa por aterrar e começar a "aventura" pela ilha. Quando já levávamos mais de uma hora de viagem, sentimos o avião a virar para a direita, o que indiciava que nos aproximávamos da ilha. Após a primeira volta, seguiu-se outra e outra e outra até que o piloto avisou que as condições para aterrar na ilha do Funchal não estavam reunidas mas que tentaríamos assim que os ventos o permitissem! Pouco tempo depois, novo aviso do comandante a dizer que não seria possível aterrar e que teríamos duas opções: aterrar em Porto Santo e ficar por lá, sendo que teríamos que suportar todos os custos a partir do momento em que saíssemos do avião (a sério EasyJet?) ou que poderíamos regressar a Lisboa. Após ouvirmos as histórias de pessoal que tinha voltado para Lisboa e que só lhe tinham dado novo voo para domingo, ficou logo decidido que ficaríamos por Porto Santo e que tentaríamos chegar ao Funchal de outra maneira. 

Dia 24: 
A partir daqui teríamos 2 opções: arriscar e esperar por novo voo, não sabendo quando existiriam condições para aterrar no Funchal, ou fazer a viagem de barco no dia seguinte, uma vez que à terça feira era o dia de folga do "Lobo Marinho". Continuar a jogar na incerteza estava fora dos planos e optámos mesmo pela opção do barco, aproveitando o dia e meio que tínhamos até lá para conhecer esta pequena ilha de Porto Santo. 

Tomada esta decisão, tínhamos duas coisas a tratar: alojamento e transportes... O alojamento foi rapidamente encontrado, uma solução cómoda e que não aumentaria muito os custos, ficando com menos um problema em cima. A nível de transportes, a ilha era pequena e embora a rede de táxis não fosse muito extensa, teria que servir para cobrir algumas das viagens que teríamos que fazer. O trabalho de equipa funcionou muito bem, aterrámos às 09h30' e às 11h30' tínhamos tudo resolvido... Procurámos um restaurante para comer algo rápido e fomos conhecer a principal atração turística: a praia! 

1º almoço em Porto Santo
Um areal muito extenso, água relativamente morna e um tempo que começava a puxar um banho... Brincadeiras com os miúdos do Pedro Ribeiro, um bolo do caco de uma cabana à beira da praia e quando demos por nós, estava na hora de seguir para os alojamentos e pensar no treino previsto para o dia. Tudo preparado, seguimos os 4 para um treino curto, que foi feito ao longo da estrada que atravessa a ilha e tínhamos a parte desportiva do dia também despachada. 


Para terminar o dia, faltava só arranjar um local para jantar... Após conselhos de pessoal local, fomos até ao Restaurante João do Cabeço, uma das referências da Ilha e comemos um Picado (prato típico da madeira)! Se tiverem a oportunidade de despender algum tempo na ilha, recomendo mesmo a passagem por este restaurante... Muito, muito bom! De tal maneira, que no final tivemos que dar um passeio a pé para "desmoer" o jantar. Após uma passagem rápida pelo centro de Porto Santo, era altura de descansar. 

Dia 25:
Apesar do azar, as contas acabaram por correr bem... O dia de descanso bateu certo com o dia da viagem para o Funchal e só nos restava tentar gozar até às 17h, hora de embarcar no "Lobo Marinho". Fomos à procura de uma boa pastelaria que servisse um bom pequeno almoço, tentámos visitar o Museu "Casa do Colombo" mas por ser feriado, encontrava-se fechado. Restava apenas tentar conhecer um bocadinho da "marginal", almoçar e arrumar tudo. Pelo meio, fomos em busca de mais um restaurante típico, o "Escorpião" conhecido pelo Prego em Bolo do Caco... A qualidade é indiscutível mas o preço é algo exagerado em relação ao que se encontra no resto da ilha. Após isso, hora de um jogo de matraquilhos, regresso para os alojamentos e arrumar o material todo para embarcar. Chegámos ao Porto à hora marcada e após uma visita a todas as instalações do "navio" (sala de jogos, bares, sala das crianças, cinema, heliporto), fizemos a viagem até ao Funchal. 

Passeio matinal com direito a sessão fotográfica

Os primeiros dois dias do Road to MIUT, foram muito intensos mas ao mesmo tempo deram-nos oportunidade de conhecer novos locais, com grande beleza e que provavelmente não conheceríamos num espaço temporal curto... O ponto negativo foi mesmo a viagem pela EasyJet, uma companhia que não protege minimamente os clientes e que se dá ao "luxo" de dizer "se saírem, têm que se desenrascar"! Da minha parte, não tem problema, sempre que tiver uma alternativa viável, evito esta companhia de viagens. 
Agora que venham as aventuras do Funchal, conhecer a magia da "feira" do evento e começar a sentir a ansiedade a instalar-se ainda mais! O MIUT está cada vez mais próximo... Até lá só resta treinar, alimentar e descansar convenientemente.  

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